Dinheiro físico ou digital: porque continuamos a precisar dos dois?

2026-09-01
Os pagamentos em numerário continuam a ter expressão no comércio português: em 2024, 52% das transações em pontos de venda foram realizadas com notas e moedas, segundo dados do Banco de Portugal, baseados no estudo do Banco Central Europeu sobre os h

Há pagamentos que fazemos sem pensar: aproximamos o cartão, encostamos o telemóvel e seguimos caminho, mas basta uma falha nas comunicações, uma situação inesperada ou uma viagem ao estrangeiro para perceber que nem todas as necessidades se resolvem da mesma forma. Entre a rapidez dos pagamentos digitais e a autonomia proporcionada pelo dinheiro físico, continuam a existir diferentes formas de pagar e gerir o dinheiro.


Em Portugal, o numerário foi utilizado em 52% das transações realizadas nos pontos de venda em 2024, segundo dados do Banco de Portugal baseados no estudo do Banco Central Europeu sobre os hábitos de pagamento na Zona Euro. O valor representa uma descida face aos 59% registados em 2022, mas mostra que as notas e moedas continuam presentes no quotidiano, apesar do crescimento dos pagamentos digitais. A evolução não aponta necessariamente para a substituição de uma solução pela outra. Mostra antes que diferentes formas de pagamento podem responder a diferentes necessidades. É neste contexto que a Unicâmbio tem vindo a combinar uma rede física especializada em câmbio de moeda estrangeira com soluções digitais, como a Unimoney, uma carteira digital que permite gerir dinheiro, fazer câmbios, pagamentos e transferências através de uma aplicação.

 

Duas soluções, necessidades diferentes


Com mais de 30 anos de experiência no mercado e uma rede de mais de 80 balcões em Portugal, incluindo aeroportos, centros comerciais e zonas centrais, a Unicâmbio  mantém uma presença física para quem valoriza o contacto presencial e precisa de trocar ou levantar moeda estrangeira. Nos balcões, é possível realizar operações de câmbio em mais de 50 moedas ou, para quem prefere preparar a viagem com antecedência, reservar a moeda online e levantá-la posteriormente no local escolhido. Desta forma, o viajante pode chegar ao destino com algum dinheiro disponível, sem depender exclusivamente de meios de pagamento eletrónicos. Para quem prefere gerir o dinheiro através do telemóvel, a Unimoney, carteira digital da Unicâmbio, permite acompanhar o saldo e os movimentos em tempo real, fazer câmbios e gerir diferentes operações financeiras numa única aplicação. Inclui pagamentos e levantamentos através de cartão virtual ou físico, transferências para outros utilizadores e contas bancárias em Portugal e noutros países do espaço SEPA (Single Euro Payments Area / Área Única de Pagamentos em Euros), bem como o pagamento de serviços e ao Estado.

As duas soluções podem, assim, fazer parte da rotina da mesma pessoa. A escolha depende menos de uma preferência entre o físico e o digital e mais daquilo que cada situação exige.

 

Quando é que o dinheiro físico continua a fazer sentido? 

 

O crescimento dos pagamentos digitais não retirou utilidade ao numerário. Em determinadas circunstâncias, ter dinheiro físico disponível continua a ser uma forma simples de garantir uma alternativa quando a tecnologia não está acessível. Um inquérito realizado entre o final de 2025 e o início de 2026 pela Currency Research, no âmbito da Cash Resilience Strategy Initiative, junto de 37 bancos centrais, mostra que o dinheiro físico continua a desempenhar um papel relevante: 31 destes bancos centrais registaram um aumento do numerário em circulação, sobretudo em África, América Latina, Ásia-Pacífico e Médio Oriente.


A importância do dinheiro físico torna-se ainda mais evidente em situações de emergência. Em 2025, a Comissão Europeia passou a incluir o numerário entre os bens a considerar num kit de emergência para as primeiras 72 horas de uma crise. O Banco Central Europeu recomenda igualmente que disponhamos de alternativas de pagamento, incluindo algum dinheiro físico, perante eventuais falhas de eletricidade, Internet ou sistemas de pagamento eletrónico.


Viajar é outro exemplo. Ter algum dinheiro na moeda local pode ser útil para os primeiros gastos ou perante uma despesa inesperada, sobretudo quando não é possível utilizar um cartão ou aceder a uma caixa multibanco.

 

E quando é que o digital pode simplificar?

 

O digital ganha vantagem sobretudo pela conveniência. Uma carteira como a Unimoney, permite concentrar diferentes operações no telemóvel, acompanhar os movimentos em tempo real e gerir várias moedas sem necessidade de deslocação. A aplicação pode ser utilizada tanto no dia a dia como em viagem e permite também recorrer ao dinheiro físico quando necessário. Através do serviço Click & Collect, por exemplo, é possível agendar o levantamento de moeda estrangeira na aplicação e recolhê-la posteriormente num balcão da Unicâmbio em Portugal Continental, Açores ou Madeira. A fronteira entre os dois formatos torna-se, assim, menos rígida: o digital pode facilitar a gestão do dinheiro, enquanto o físico continua disponível quando é necessário ter numerário.

 

Uma carteira pode ter espaço para os dois mundos?

 

Os hábitos de pagamento evoluíram, mas o aparecimento de novas soluções não significa que as anteriores tenham deixado de ser necessárias. O cartão e o telemóvel tornaram os pagamentos mais rápidos e convenientes. As notas e moedas continuam a oferecer uma alternativa em situações em que os sistemas digitais não estão disponíveis ou quando simplesmente é mais útil ter dinheiro físico. As necessidades também mudam ao longo do dia e também variam de pessoa para pessoa. Podemos pagar um café com o telemóvel, gerir o orçamento através de uma aplicação e, algumas horas depois, precisar de levantar dinheiro ou chegar a um país estrangeiro com moeda local na carteira. A questão não é escolher entre dinheiro físico ou digital: é poder contar com diferentes soluções e utilizar cada uma quando fizer mais sentido.

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