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Unicâmbio aposta em Marrocos e abre balcão no aeroporto de Casablanca

2019-06-26 Angop
"A inauguração oficial (hoje) do balcão da Unicâmbio no Aeroporto Internacional Mohammed V, em Casablanca, vem ao encontro da nossa estratégia de abordagem a novas geografias e a África, começando pelos países de expressão portuguesa, está nas nossas prioridades", afirmou à agência Lusa Carlos Lilaia, referindo que foram investidos 300 mil euros no balcão de câmbios que se situa no novo terminal 1 do aeroporto.
 
O presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-marroquina, Tawfiq Rkibi, por sua vez, considerou que a entrada da Unicâmbio em Marrocos mostra que as relações bilaterais "estão a chegar a um grau de maturidade".
 
"Já estamos a chegar a áreas que não são necessariamente as do sector secundário. Estamos a entrar na área dos serviços, na área cambial e na das finanças, e isto demonstra que já existe uma certa maturidade na internacionalização das empresas portuguesas, daí que veja com um olhar muito positivo a entrada desta empresa no mercado marroquino, num momento em que Marrocos está a acentuar ainda a sua abertura à Europa e ao mundo e em que está a liberalizar cada vez mais a sua economia, nomeadamente nestas áreas", acrescentou.
 
A história da Unicâmbio mostra que a empresa entrou em África, começando por Angola, em finais de 2016, e que surgiu agora esta oportunidade no norte do continente africano, depois de a empresa ganhar um concurso em 2018, no âmbito da extensão e renovação do terminal 1 do aeroporto de Casablanca.
 
"Tratou-se de um concurso a que concorreram várias empresas internacionais", afirmou Carlos Lilaia, acrescentando tratar-se de uma "aposta forte" da Unicâmbio.
 
"Estamos a pensar também, além deste primeiro balcão, poder vir a abrir balcões em outros aeroportos do país (Marraquexe e Tânger), na sequência de concursos que, entretanto, vão ocorrer", avançou.
 
O administrador não excluiu a abertura de balcões noutras cidades de Marrocos, pois, como explicou "chegou à conclusão, nestes primeiros meses de actividade (no aeroporto), que este é um excelente mercado".
 
A Unicâmbio iniciou a sua actividade em 24 de Março neste aeroporto, depois da constituição de uma sociedade de direito marroquino, a Unicâmbio Marrocos, uma empresa participada a 100% pela Unicâmbio (portuguesa) e que se constitui com um capital de dois milhões de dirhams (cerca de 200.000 euros).
 
Apesar do pouco tempo passado, Carlos Lilaia admitiu que a actividade deste balcão de câmbios "vai ao encontro das expectativas", sendo que a empresa espera atingir o 'break even' (ponto de equilíbrio) já no final do primeiro ano, o que para a Unicâmbio "será muito bom para uma actividade desta natureza".
 
Todo o pessoal é marroquino, cinco colaboradores e o responsável pelo balcão, disse ainda o administrador, considerando este aeroporto "um verdadeiro 'hub' (centro de conexão de voos) na geografia do Norte de África e da África Central e Ocidental".
 
Companhias áreas como a Egipt Air, Emirates, Qatar Airways e a Turkish Airlines são transportadoras aéreas que têm um grande peso neste aeroporto e, "por se tratar de um 'hub', abrem-se boas perspectivas para os negócios dos câmbios", salientou Carlos Lilaia.
 
Em 2018, a Unicâmbio teve um lucro de 1,7 milhões de euros, o segundo melhor da empresa, mas abaixo do resultado líquido de 2,7 milhões de euros em 2017, num ano tido como excepcional, e apresentou uma rentabilidade do activo total de 12,36% e uma rentabilidade do capital próprio de 19,2%.
 
A entrada em Marrocos da Unicâmbio surge numa altura em que cada vez mais portugueses escolhem o país como destino de férias, em que há 2.000 empresas a exportar para este país e existem mais 200 empresas com capital total ou parcial português.
 
Inaugurado em 1943, o Aeroporto de Casablanca é o terceiro mais importante de África e o mais movimentado do país, com cerca de 10 milhões de passageiros por ano.