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Países que eram inseguros estão a desviar o turismo

2018-06-06 dnoticias.pt
A Unicâmbio trocou o histórico quiosque próximo à Sé por uma loja na mesma rua, uma aspiraçãp que a empresa almejava há muitos anos.
 
Era um dos balcões Unicambio mais antigos do país e agora reabre num espaço ao lado, passando do quiosque para uma loja. Porquê?
Tinhamos esta localização ao lado do Café Funchal há cerca de 20 anos. Era um quiosque e queríamos ter, há muito tempo, um balcão com dignidade e mais espaço. Nesta zona da Sé é difícil encontrar um espaço, mas quisemos manter a localização porque é um dos melhores locais do Funchal.
Finalmente conseguimos. Estamos aqui a cerca de 60 metros do antigo.
 
As restantes três lojas mantêm-se activas? 
Sim, estamos também na Rua de Sao Francisco, no Aeroporto da Madeira, e no Porto do Funchal. No total, temos seis funcionários nas quatro lojas. 
 
Quem faz mais transferências na Madeira? 
Na altura da construção de infra-estruturas rodoviárias no Funchal tínhamos muitos clientes dos países de leste, mas esse mercado desapareceu um pouco e hoje são os brasileiros que têm maior expressão.
 
As transferências para os PALOP'S e países da diáspora mantêm-se? 
Também, em particular Cabo Verde e Guiné-Bissau. Além do Senegal. Não tem nada a ver com a diáspora, mas em toda a nossa rede dos 80 balcões, há uma expressão muito grande de envios para o Senegal. Há uma comunidade. Isto em termos de país, mas na Madeira também se verifica. Normalmente são pessoas ligadas à construção civil. 
 
Há muitos madeirenses a fazer transferências?
Não. Há madeirenses a receber dinheiro que é enviado por familiares que estão nas comunidades como Venezuela - agora menos com todas as dificuldades que exitem - Canadá, África do Sul, Austrália. Neste caso somos sobretudo uma entidade pagadora, não uma unidade que faz remessas ou envios de dinheiro.
 
Que taxas são cobradas para fazer estas transferências? 
Em relação à libra que é a moeda principal, não há cobrança de nenhuma comissão. Para para as outras moedas, se forem montantes pequenos, cobramos uma comissao insignificante, 1,5€, 2,5€.
 
Os turistas que vêm aos balcões da Madeira são oriundos de que países? 
Embora em menor expressão, continuam a ser os ingleses, gente oriunda do Reino Uniddo. Mas esse mercado está a ser bastante afectado neste momento por causa do Brexit. E também há uma desconfiança das pessoas 
relativamente aos mercados europeus. Por outro lado estamos a notar que países que tinham problemas em termos de segurança começam agora a recuperar e a desviar o turismo mais "low cost", inglês. É o caso do Egipto, da Turquia, da Tunísia. E também há destinos mais competitivos que a Madeira, como é o caso de Chipre, para onde os ingleses estão a virar muito neste momento, e de Malta que também está com fortes crescimentos turísticos, em particular inglês. Há um desvio de mercado para outros locais que já foram importantes em tempos, e que perderam com a insegurança que havia, e que agora estão a voltar.
Nota-se isto na Madeira onde existe uma grande quebra na troca de libras.
 
Tem havido crescimento de outros turistas na Madeira? 
Sim, os mercados compensam-se um bocado: trocam-se menos libras mas trocam-se mais doláres, um pouco como resultado da nova emigração dos últimos oito anos. E houve muita gente da Madeira que emigrou para a 
Suiça e Reino Unido e quando regressam nas férias, para as festas das Aldeias da Madeira, trazem importâncias que depois trocam por euros. Os francos suiços, a libra inglesa, o dólar canadiano. E o dólar australiano tem também alguma importância. A Madeira continua a ter a importância que tinha quando viemos para cá. Se tivéssemos de decidir hoje como decidimos há 20 anos, continuávamos a vir para a Madeira porque tem de facto muita importância enquanto destino turístico e complementa bastante a nossa actividade no continente. 
 
Lançaram o cartão Cash4travel (pode ser carregado com cinco moedas) há quatro anos. Quantos destes circularão na Madeira?
Cerca de mil. É muito utilizado pelas famílias, pelos emigrantes, por pessoas que vão em viagens de negócios. É um cartão pré-pago, é multidivisas: franco suiço, real, libra, dólar e euro. É seguro porque não está associado a nenhuma conta bancária, pode ser carregado como nos nossos balcões ou online. Funciona em toda a rede da MasterCard, a nível mundial: hotéis, restaurantes, lojas. E as taxas são menores do que as cobradas quando se utiliza um cartão de crédito, o que tem sido o êxito do cartão, lançamos em 2014 e continua a ser inovador. É o único cartão multidivisas em Portugal, ninguém nos imitou, enche-nos de orgulho. Outra facilidade é poder fazer passagens de uma moeda para a outra dentro do mesmo cartão. 
 
E agora associaram-se à Tap...
Há cerca de quatro meses fizemos um acordo, somos parceiros do programa Tap Victoria: por cada euro carregado no Cash4Travel, dá uma milha no cartão Tap Victoria.